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Todos os pais, de primeira viagem ou não, tem dúvidas: sobre a gestação, sobre os cuidados com o bebê, sobre a educação e alimentação dos pequenos, enfim, sobre as muita se mais diversas situações que surgem na criação dos filhos. E aqui eu trago algumas perguntas e respostas mais frequentes que podem ajudar a esclarecer um pouco essas dúvidas.

Confira algumas das dúvidas mais frequentes e suas respostas:

  • Qual a dieta mais recomendada durante a amamentação?

    Não há cardápio determinado, mas é importante que seja o mais saudável possível, com direito a várias refeições durante o dia e muito líquido. A mulher costuma sentir muita sede nessa fase porque a água é matéria-prima para a fabricação do leite. Se houver alguma reação negativa, pode-se suspeitar de sensibilidade ou alergia alimentar a alguma substância ingerida. Geralmente, são com alimentos como: leite de vaca, castanhas, frutos do mar e carne de porco. O álcool deve ser evitado, pois dificulta a absorção de nutrientes pela mãe, além de ser absorvido pela criança através do leite materno. Já fontes de cafeína precisam ser consumidas com moderação, no máximo duas xícaras por dia.
  • E os remédios? Deve-se manter as mesmas restrições da gravidez?

    Durante a amamentação, vários medicamentos estão liberados. Para ter certeza do que você pode ou não pode tomar, é essencial consultar o médico.
  • Por quanto tempo deve-se amamentar a criança?

    O tempo de amamentação é muito variável e depende de cada criança e família, não tendo necessariamente um certo ou errado. No entanto, Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva por seis meses. Após os seis meses, recomenda-se que o leite materno continue sendo oferecido em parceria com a alimentação complementar. Isso pode se estender até os 2 anos de idade ou mais.
  • Meu bebê só quer o peito, embora já esteja na idade de comer outros alimentos. O que faço?

    Essa situação é comum. Algo que pode funcionar é passar para o pai ou outra pessoa próxima a função de alimentar a criança, pois ela tende a associar a mãe com a amamentação. Insista até o bebê aprender a comer. Para isso, converse com ele e estipule horários para isso.
  • Prótese de silicone nos seios atrapalha o aleitamento?

    Em geral, elas não interferem porque são colocadas abaixo da glândula mamária ou atrás do músculo peitoral. No entanto, quando a quantidade de silicone é muito grande e desproporcional ao peito, é possível, sim, haver problemas. A redução das mamas também pode interferir porque os ductos mamários são cortados na cirurgia e reconectados depois.
  • Quanto tempo deve durar cada mamada? Qual o intervalo ideal entre elas?

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento sob livre demanda, por isso varia de criança para criança, principalmente nos primeiros dias, em que o tempo de aleitamento é maior. E vale lembrar que a duração da mamada não tem a ver com a quantidade de leite ingerido, já que a eficiência da sucção também é variável. O intervalo entre uma e outra costuma ser de duas a quatro horas.
  • Como saber se a criança mamou o suficiente?

    A única maneira de ter certeza é verificar o ganho de peso nas consultas pediátricas. Além disso, note a quantidade de xixi feita ao longo do dia, que deve ser suficiente para seis fraldas.
  • O que posso comer ou fazer para aumentar a quantidade de leite?

    Não existe um alimento que cumpra essa função. O maior estímulo para a produção de leite é a própria sucção do bebê. É importante esvaziar o peito para que a produção não pare. Então, se o bebê não mamar todo o leite disponível, ordenhe as mamas até ficarem vazias.
  • Quando o leite acaba, a produção está encerrada de vez?

    Primeiro, é preciso derrubar um mito: o leite não acaba. O que acontece é que a falta de estímulo para a amamentação bloqueia a produção do alimento. Traumas psicológicos da mulher ou simplesmente a ausência de sucção do bebê são algumas das causas mais comuns. Para que as mamas voltem à ativa, nada melhor que o estímulo do próprio bebê. Só não dá para confundir leite secando com uma diminuição da produção, que é normal e significa apenas que mãe e bebê estão entrando em equilíbrio, ou seja, ela produz apenas a quantidade de que ele necessita.
  • Posso dar água ao bebê que está no aleitamento materno exclusivo?

    Não. O leite materno já contém água suficiente em sua composição para hidratar o pequeno.
  • O que fazer quando o bebê não consegue mamar no peito?

    A principal medida a ser tomada pela mãe é descobrir a causa da rejeição pelo pequeno, o que dará um pouco de trabalho, pois podem ser várias, como: a pega não estar correta e o bebê não consegue abocanhar uma boa parte do seio; dor na boca devido à dentição, uma afta ou alguma infecção; otite, que provoca pressão ou dor no ouvido; resfriado ou o nariz entupido, dificultando a respiração; distrações, barulhos ou interrupções; alterações na rotina da criança, como mudança de casa, e separação longa demais da mãe. O mais importante, embora a experiência de rejeição seja frustrante, é que a mãe não se sinta culpada, pois a relação mãe-bebe vai muito além do aleitamento. Para isso é fundamental ter paciência, buscar formas alternativas de extrair o leite, manualmente ou por uma bombinha. Se nada disso for suficiente, a mãe pode ainda usar a relactação, um método que consiste em colocar o bebê no peito para mamar com a ajuda de uma sonda, por onde vem o leite em pó. Se nada disso for suficiente, opta-se pela mamadeira. Existem muitas formas de estabelecer uma conexão com o bebê, como carinho, risadas, colo e brincadeiras.
  • Qual a melhor maneira do bebê pegar no seio?

    De acordo com a enfermeira obstétrica Márcia Regina da Silva, responsável pelo curso de gestante do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, “a boca do bebê deve abocanhar o bico e parte da auréola, principalmente a porção inferior. Ela deve estar bem aberta, com os lábios rebatidos para fora, tipo peixinho”, descreve a especialista. Além disso, Márcia também lembra que é importante que a parte de cima da auréola deve ficar mais visível do que a de baixo, com o queixo tocando a mama.
  • Como evitar e como lidar quando o mamilo fica rachado?

    As fissuras no seios, na maior parte das vezes, são causadas por conta da pega incorreta do bebê no peito. Ana Paula Mikaro Hosoda, enfermeira do Ambulatório de Aleitamento Materno do Hospital Santa Catarina (SP), explica que “quando pegam somente o mamilo, além de não extrair bem o leite, os bebês podem provocar rachaduras no peito da mãe”. O tratamento varia de acordo com a gravidade do caso. Há uma série de pomadas cicatrizantes eficientes para rachaduras e fissuras. Alguns especialistas indicam o uso do próprio leite para lubrificar as aréolas e a exposição dos seios ao sol. Pular uma ou duas mamadas também ajuda a pele a se recompor.
  • Como evitar a morte súbita do seu bebê?

    Apesar de ser imprevisível, algumas precauções podem ser tomadas, tais como: deitar o bebê para dormir de barriga para cima (e não de bruços, como se dizia antigamente). Esse cuidado diminui em 50% o número de óbitos. Não abusar de cobertores grossos, travesseiros, almofadas e bichos de pelúcia no berço. Se precisar tapar o bebê em virtude do frio, cubra-o até as axilas. Estudos ligam o excesso de agasalhos e o superaquecimento à morte súbita. Não fume nem deixe ninguém fumar perto do bebê. Não agasalhe demais o nenê nem deixe o quarto muito quente (o ambiente deve estar agradável para o adulto vestindo roupas leves). Não use colchões e travesseiros muito macios, não tome bebidas alcóolicas nem fume durante a gravidez. Um estudo apontou que 60% dos casos de morte súbita poderiam ter sido evitados se as mães não fumassem durante a gravidez.
  • Como escolher a melhor creche para o seu filho?

    Primeiramente, peça referências a amigos! Ir atrás de opiniões a respeito da creche onde vamos deixar nosso filho deve ser sempre o primeiro passo. O passo seguinte é optar por uma creche próxima de casa ou do trabalho: é mais cômodo para você, que precisará de menos tempo de locomoção para deixar ou pegar o seu filho. Depois de já ter pesquisado alguns lugares, visite-os e veja como as crianças são tratadas. E se precisar, faça perguntas! Pergunte, por exemplo, quantas professoras há na instituição para cada bebê: o ideal é que haja uma para cada três nenês. Em seguida, repare na infraestrutura: há berçários individuais? Há janelas para ventilar o ar e evitar que os pequenos fiquem gripados? A cozinha está limpa e sem mofo? Após essa vereificação, confira as atividades oferecidas: as melhores creches têm um currículo estruturado com atividades físicas, brincadeiras, hora da refeição, atividades em grupo e individuais – todas elaboradas para estimular o desenvolvimento da criança. Finalmente, é importante que você veja se as professoras são capacitadas: elas têm qualificação? Sabem lidar com diferentes tipos de crianças? Tem experiência na área? Passam confiança a você? Pergunte a elas como elas responderiam a diferentes tipos de comportamento e compare a resposta com algo que você faria.
  • Como tornar a casa mais segura para as crianças?

    Engana-se quem acha que um lugar seguro tem a aparência de uma cela acolchoada. Algumas pequenas mudanças já podem deixar o seu filho mais livre. Se você tem casa com dois ou mais andares, ela precisa de um portão na escada. A grade impede que a criança suba e desça sozinha. Procure os modelos que possuem travas e que podem ser levadas para onde for necessário, com instalação de pressão ou fixa com parafusos. As janelas também podem ser perigosas para os pequenos, pois eles sobem em móveis por curiosidade para ver a vista ou saltar dos mesmos. Evite colocar cadeiras, sofás e mesas próximas da janela e instale telas para evitar acidentes. Tomadas desocupadas também são outro interesse das crianças. No mercado, há protetores discretos na cor branca, feitos de plástico durável e vendidos em pacotes de 12 unidades. Outro perigo são os remédios e produtos de limpeza, que devem ficar bem longe do alcance, em prateleiras altas ou armários bem fechados. A cozinha é um lugar que apresenta riscos por todos os lados. Deixe as facas bem guardadas e cabos de panela direcionados para a parte interna do fogão. Se possível, coloque um portãozinho na entrada da cozinha para evitar a curiosidade dos pequenos durante o preparo dos alimentos.
  • Quais são os melhores exercícios para praticar durante a gravidez?

    Caminhadas ou corridas leves são sugeridos pois são exercícios de baixo impacto, ideais para gestantes. A caminhada deve ser bem leve: uma hora por dia é o suficiente, sempre em um ritmo lento. Hidroginástica também é uma ótima opção, pois o alongamento debaixo d’água melhora a circulação e reduz inchaços, sem contar que em uma piscina a mãe não sente o peso da barriga. Um estudo feito pela Unicamp também mostrou que gestantes que faziam hidroginástica apresentaram menos dores no parto. Fazer ioga/meditação pode deixar a gestante mais calma. A ioga, em especial, tonifica os músculos. No entanto, as posturas devem ser escolhidas com atenção, para não pressionar o abdômen. Pilates é ótimo para a gravidez, mas é indicado apenas se a gestante já o praticava antes de engravidar. A atividade melhora a postura, evita dores lombares, melhora a distribuição do peso corporal, amplia o ganho de força e fortalece os músculos das costas e da região pélvica. Outra atividade que, quando bem acompanhada por um personal trainer, faz bem é a musculação, pois melhora a postura e diminui as dores nas costas.
  • Qual a melhor forma de fazer seu bebê dormir?

    Não existem fórmulas prontas, mas algumas dicas que a Academia Americana de Pediatria lista são que a casa esteja em silêncio quando estiver chegando a hora de dormir. Para ajudar no clima, você pode diminuir as luzes também. Outro estímulo é pegar no colo, dar carinho e fazer massagem no pequeno. Esse tipo de estímulo deixa ele calmo, seguro e o ajuda dormir mais facilmente. Também preste atenção aos sinais de cansaço da criança. É mais fácil fazer o bebê dormir quando ele começa a ficar sonolento do que quando ele já está super cansado. Repare se ele está bocejando ou esfregando os olhos, por exemplo. Esse é o momento para começar o ritual do soninho. Por fim, respeite o tempo de sono do seu pequeno. A maioria consegue dormir 5 horas por noite durante os três primeiros meses, mas não tem ciclos de sono normais até os 6 meses. Apesar de existirem essas médias, cada bebê possui características diferentes e pode dormir mais ou menos do que os outros. Se o seu bebê é mais velho e ainda tem muitas dificuldades para dormir, consulte com o pediatra para saber melhor como lidar com a situação.
  • Como a paternidade influência o cérebro do homem?

    Que a mãe muda com a chegada do bebê, todos já sabemos. Mas pais também passam por alterações hormonais. Como a mulher, o pai aumenta a produção de estrogênio, oxitocina, prolactina e glicocorticoides. Pais mais carinhosos também têm níveis mais altos de oxitocina, o que os deixariam mais afetuosos e carinhosos com os bebês. Há também mudanças nos hábitos. Os homens costumam ficar ainda mais preocupados com a responsabilidade de provedores do lar, o que pode ter um efeito negativo no longo prazo. Preste atenção para que essa pressão não acarrete num estresse de difícil controle na vida da família.
  • Qual a melhor dieta para seguir durante a gravidez?

    Alimentar-se bem durante a gravidez não é só decisivo para a criança nascer bem, mas impacta também o paladar dela no futuro. Por isso, durante os nove meses, capriche mais do que o costume nas refeições. O ideal é alimentar-se seis vezes ao dia com intervalo de 3 horas entre uma refeição e outra. É preciso comer vegetais (folhosos e legumes), frutas, carne branca e vermelha, ovos, peixes, leguminosas (feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilha), cereais (arroz integral, milho), azeites (de preferência extra virgem) e leite e derivados (fora do horário do almoço e jantar). Ah, e os desejos de grávida (pode colocar a culpa no bebê à vontade!) estão plenamente autorizados: cuidando bem da alimentação no dia a dia, que mal tem dar uma escapadinha pra gula de vez em quando? Até porque com desejo de grávida não tem hora, né?
  • Como vestir seu bebê?

    As roupas podem – e devem! – ser bonitas, mas o ideal é equilibrar a fofura com a praticidade e o conforto. A primeira preocupação na hora de vestir os pequenos deve ser a praticidade e o conforto, principalmente térmico. Não adianta vestir seu filho com mil roupas e ele passar o dia chorando de desconforto e de calor. Uma boa medida de quantas roupas vestir no bebê é colocar uma camada a mais do que o que você estiver vestindo. Só não exagere para não deixá-lo morrendo de calor. Na hora de escolher os sapatos, opte por um material respirável e mole, como lã ou algodão. Pode usar e abusar das cores, afinal os sapatos antes dos 6 ou 8 meses são apenas para bonito, já que as crianças ainda não caminham. A partir dos 9 ou 10 meses, eles começam a (tentar) andar de verdade. Para os primeiros passos, dentro de casa, os pés descalços são a melhor opção. Caso o piso seja frio, opte por uma meia com antiderrapante na sola. Quando a criança começa a querer andar na rua, no parquinho ou na creche, é muito fácil virar o pezinho e se machucar. O sapato tem que ser fofinho por dentro, confortável e firme no pezinho. A sola deve ser plana, a palmilha, anatômica e o solado, largo. Tênis macios e sandalinhas de sola de borracha costumam ser uma boa opção. Crocs não são uma boa pedida nesta fase porque são mais altos e pouco estáveis. Também evite salto alto em menina que está crescendo! Elas caem ou viram o tornozelo com mais facilidade e deformam os ossos das pernas, quadris e coluna. A fofura é passageira e o dano, permanente. O desejo de enfeitar seu filho ou filha da forma mais fofa o possível é grande, mas evite vesti-lo de mini adulto. Prefira roupas de algodão, malha flexível e algo que seja colorido, engraçadinho e lavável na máquina em caso de sujeira. Evite meias de renda para as menininhas, que podem pinicar e apertar. O bebê pode ficar mal-humorado e você nem vai desconfiar o por quê. E se a ideia é usar vestido em dia frio, prefira uma legging mais soltinha, que também é prática de colocar e tirar. Sobre os acessórios como pulseirinhas, colares e anéis, sugerimos que fiquem para depois! Nesta fase, o melhor é usar apenas um brinco de bolinha, com o fecho redondo próprio para bebê, de preferência de ouro ou aço cirúrgico. Todo o resto engancha, espeta ou pinica. E colarzinhos tem risco de sufocamento.
  • Recém-nascido pode viajar de avião?

    Sim. Na decolagem e no pouso, para aliviar a pressão, amamente-o. Mas se você puder escolher a data da viagem, espere o bebê ter 3 meses de idade, quando o sistema imunológico está mais desenvolvido.
  • Bebês podem usar perfume?

    Não. Bebês não devem usar perfume até o primeiro ano de idade. Isso porque alergias são frequentes neste período.
  • Cara feia para a comida é sinal de que o bebê não gostou?

    Não. É normal o bebê fazer cara feia para as comidas novas, já que o paladar não está acostumado às novidades. Mas siga em frente, fazendo ele provar de todas as formas possíveis o alimento: assado, cozido, grelhado, tostado etc. Especialistas recomendam que os pais oferecem ao menos 12 vezes a mesma comida.
  • Cor dos olhos pode mudar após o nascimento?

    Sim. O bebê nasce com pouca melanina, substância presente na íris e responsável pelo pigmento da cor dos olhos.
  • O recém-nascido enxerga como um adulto?

    Não. Mas ele não vê em preto em branco. Pelo contrário, ele vê diferentes tonalidades. No começo, ele enxerga com nitidez apenas o que está a 30 cm de distância. Com dois meses, consegue fixar o olhar em objetos. Com três, já consegue acompanhar o movimento das pessoas e, com um ano, tem a mesma visão que um adulto.
  • Por que fazem careta com as primeiras papinhas?

    Os bebês nascem com um paladar altamente desenvolvido. São capazes de discriminações sutis e respondem até a pequenas alterações químicas nos alimentos colocados em sua língua. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a rejeição inicial é esperada por ser um indicador de que a criança ainda não se acostumou ao sabor de um determinado alimento. Eles têm preferência por sabores doces e rejeição, fazendo uma careta ou contraindo os lábios, a sabores ácidos, como o do limão, e a sabores amargos. Algumas dessas preferências são desenvolvidas no útero. As células do paladar começam a aparecer na 7ª ou 8ª semana de gestação e começam a amadurecer na 14ª. São estimuladas pelos vários “temperos” e substâncias químicas que circulam no fluido amniótico e são frequentemente engolidos pelo feto durante a vida intra-uterina. Dessa maneira, o feto é apresentado precocemente a alguns alimentos ingeridos pela mãe e, mais tarde, quando começar a comer, o bebê pode estar disposto a provar novos alimentos. O interesse pelo sabor salgado aparece por volta dos quatro meses de idade.
  • Por que os bebês adoram arrancar a própria roupa?

    A partir de 1 ano, quando a criança ganha independência, quer mostrar para ela mesma e para seus cuidadores que já sabe realizar tarefas sozinha. Tirar a roupa por conta própria ilustra bem essa fase. Acostumado a ver os adultos se vestirem e despirem todos os dias, seu filho sentirá prazer em realizar essa ação sem precisar de ajuda.
  • Por que crianças gostam de desenhos animados?

    Por ser um prato cheio para quem está desenvolvendo uma percepção do mundo e como as coisas funcionam. Os desenhos são histórias com uma estrutura narrativa curta e rápida, cheias de movimento. Diferente dos adultos, que costumam apreciar histórias e personagens mais complexos.
  • Por que já nascem sabendo mamar?

    Muitas pessoas acreditam que o recém-nascido precisa de ajuda para começar a mamar. Então, logo depois do nascimento, os lábios do bebê são colocados sobre o mamilo da mãe. Mas a verdade é que a sucção é um reflexo primitivo que todos os mamíferos têm e que os pequenos são capazes de encontrar o seio da mãe totalmente sem ajuda, decidindo por si mesmos quando querem começar a mamar. Para chegar ao mamilo, o bebê usa o gosto e cheiro do fluido amniótico das mãos, que vão fazer conexão com uma substância oleosa relacionada ao fluido amniótico presente no peito da mãe.
  • Por que nascem dentes de leite, se depois vão cair?

    Comum a todos os mamíferos, a troca dos chamados dentes decíduos é uma estratégia para que os nossos dentes caibam na boca. Assim como os ossos do rosto, pequenos durante a infância, os dentes de leite são igualmente pequenos e poucos: apenas 20 contra os 32 dos adultos. Se tivéssemos dentes permanentes direto, eles não caberiam na arcada de uma criança.
  • Por que alguns bebês nascem loiros e seu cabelo escurece depois?

    A cor do cabelo é determinada pela quantidade de um pigmento natural chamado de melanina, que todos temos. Uns em menor quantidade, outros em maior. Existem dois tipos de melanina – a eumelanina e a feomelanina; é a proporção de cada pigmento desses que vai definir a cor de um cabelo. A eumelanina ainda pode ser divida em mais dois tipos: preto e marrom. Quanto mais se tem, mais escuro será o cabelo. A feomelanina regula a vermelidão do cabelo, semelhante à maneira como a eumelanina regula a escuridão. Porém não se deve levar em conta apenas a quantidade de um ou de outro, pois se houver grande quantidade de ambos, o cabelo pode não ser tão claro ou tão escuro quanto esses números isolados indicariam. As concentrações exatas de eumelanina e feomelanina em seu cabelo dependem de quais genes estão ativos ou inativos. Mas essa quantidade não é constante ao longo da vida, por isso as alterações na cor do cabelo de algumas crianças.
  • Por que eles choram tão alto?

    Por dois motivos: dor e medo. Ao nascer, os filhotes de mamíferos encaram um doloroso desafio: passar da respiração líquida, através do cordão umbilical, para a pulmonar. E o medo que vem com estímulos desconhecidos, como a luz e o frio. A frequência média do choro dos bebês pode chegar a 110 decibéis, tão alto quanto uma buzina de carro e quase o dobro do barulho de um aspirador de pó (cerca de 60 db). Tão alto que, em 30 minutos, já pode causar danos à audição de um adulto.
  • Por que babam tanto?

    A partir dos três meses de vida, a glândula parótida, que produz a saliva, começa a operar a pleno vapor. Só que o bebê ainda não sabe que deve engolir a saliva em excesso. Para complicar, ainda não controla totalmente os músculos do rosto que precisaria usar. Acrescente aí o doloroso nascimento de dentes que pode começar a partir dos 4 meses, o que é mais um estímulo para a salivação.
  • Quando desenvolvem a noção de tempo?

    As crianças demoram até por volta dos 4 anos de idade para ganhar essa percepção bem definida de ontem, hoje e amanhã que você tem. Mas não que eles nasçam sem memória. Desde os primeiros meses de vida, eles já têm a memória de reconhecimento social: aquela capacidade de identificar pessoas e objetos já vistos antes como o rosto da mãe. Também podem reconhecer vozes e sons que já ouviam desde o útero. Entre seis meses e um ano, desenvolvem a memória de curto prazo, que permite lembrar de fatos que aconteceram em um breve espaço de tempo – como quando ele tentava engatinhar e caía. Podem até se lembrar e imitar aquela careta que você fez uma semana atrás. Já a memória de longo prazo, que vai reter informações mais complexas, como o nome de objetos e onde fica o seu quarto, só começa a ser construída depois do primeiro ano. É quando regiões do cérebro responsáveis por elas, como o hipocampo, começam a amadurecer.
  • Como enxergam quando nascem?

    Os recém-nascidos são capazes de reconhecer o rosto da mãe quatro horas depois do nascimento. Para terem um boa visão, a pessoa ou o objeto deve estar a uma distância entre 20 e 25 centímetros da criança. Eles são especialmente atraídos por contornos nítidos e pelo contraste claro/escuro, pois é apenas o que conseguem ver, com a exceção de alguns borrões de luz ou tons de cinza. Também preferem observar padrões (círculos e listras) do que superfícies lisas. A partir do primeiro mês já podem distinguir cores primárias – vermelho, verde e azul e a capacidade de enxergar com mais clareza e nitidez melhora nos três meses seguintes e continua melhorando nos próximos anos.
  • Quem disse que consulta médica não pode durar mais de uma hora?

    A pediatria sempre foi o meu sonho. Sou formada em Medicina pela UFRGS e logo fiz residência na área no Hospital da Criança Santo Antônio. Além da experiência como pediatra, tanto em consultório quanto em ambulatórios e emergência, trabalhei por 4 anos na Estratégia da Saúde da Família no SUS. E não menos importante: sou mãe de duas lindas meninas. Essa experiência em saúde da família me deu uma visão muito mais ampla do atendimento de saúde a crianças e adolescentes. Acredito que a pediatria nunca envolve apenas o jovem em desenvolvimento, mas a família também. Dessa forma, tenho um olhar do todo, da família e não apenas da criança. Por isso, minhas consultas são mais demoradas: disponibilizo 1 hora para atendimento a fim de ouvir com atenção todos os questionamentos que passam pela cabeça dos pais e que nos rápidos atendimentos convencionais eles não têm tempo de fazer. Acredito que uma mãe e um pai tranquilos e bem orientados resultam em pais felizes, e é com alegria e afeto que conseguimos proporcionar aos nossos bebês o ambiente ideal para o seu pleno desenvolvimento.